POLPA MOLDADA

POLPA MOLDADA
Polpa Moldada

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O que a sociedade de consumo contemporânea está fazendo pela sustentabilidade socioambiental, particularmente no setor de eletroeletrônicos?

1a--society
A preocupação com o meio-ambiente anda sempre presente no pensamento de políticos e empresários, professores e estudantes, pois, cada vez mais, se assume a consciência de sua importância para todos, principalmente devido aos mais variados problemas advindos da má administração e gestão do descarte de materiais de toda natureza, por parte da sociedade de consumo.
De acordo com dados, de 2012, da Universidade das Nações Unidas (UNU), o crescimento do lixo eletrônicocrescerá num percentual de 33% em todo o mundo até 2017, correspondendo a 65,4 milhões de toneladas. A quantidade anual descartada é comparável a cerca de 200 prédios de 444m, como o Empire State, em Nova Iorque, que, por muito tempo, foi considerado o maior prédio do mundo. Estados Unidos e China são os países que mais produzem lixo eletrônico com aproximadamente 17 milhões de toneladas por ano. O Brasil é o país de economia emergente que apresenta maior intensidade de descarte de e-lixo proveniente de computadores, por indivíduo da população, como também é o segundo maior da América Latina, produzindo mais de 1 milhão de toneladas por ano, dos quais, somente um percentual de 2% é reciclado.
No Brasil, o lixo eletrônico descartado é lançado ao meio-ambiente, no lixo comum, onde irá contaminar o solo, podendo atingir reservatórios de águas subterrâneas, representando, portanto, enorme perigo à saúde de pessoas e animais, pois muitos componentes são metais tóxicos, como chumbo, estanho, níquel, cádmio, mercúrio, berílio, além de muitos outros elementos perigosos.
O lixo eletrônico é constituído por componentes não tóxicos e por componentes tóxicos. A parte não tóxica pode ser encaminhada para a indústria de transformação para reciclagem e reutilização, como o vidro, plástico e alguns metais. A parte tóxica depende muito, para sua reciclagem e reutilização, da boa vontade de cada empresa em desenvolver políticas responsáveis de coleta desses materiais, de modo que não vá parar no lixo comum e dar a eles a destinação mais adequada. Estão nesta categoria metais como chumbo e mercúrio.
2a--Computadores
A média de uso de um computador, pelos brasileiros, é de 3 anos, após os quais costuma considerá-los velhos e então se decidem pelo descarte; entretanto esses computadores ainda estão em pleno funcionamento; e o que motiva o brasileiro a tomar esta atitude é o surgimento de um novo modelo no mercado, o qual passa a ser o “sonho de consumo” de muitos usuários no Brasil. Estes novos modelos apresentam software e ou hardware de última geração, maior capacidade para executar multimídias, além de novos recursos que seduzem o brasileiro usuário de tecnologia.
A Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (LPNRS, Lei nº 12.305/2010), que foi aprovada em 2 de agosto de 2010 e o Decreto-lei 7.404/2010, que a regulamenta, são os instrumentos legais que o Brasil possui para supervisionar a coleta, reciclagem, reutilização e destinação adequada de resíduos sólidos não orgânicos processados nas indústrias de transformação.
Entre as ações previstas nesta Lei, que devem ser objeto do gerenciamento de resíduos sólidos estão, por exemplo, a obrigação de cada município de elaborar um plano local de gestão de resíduos sólidos, de modo que se torne viável a erradicação do lixão, a qual deve estar coordenada com a compostagem dos resíduos orgânicos, com a coleta seletiva de lixo, com a educação ambiental do cidadão consumidor e com o envolvimento e aparelhagem das cooperativas de catadores para, além da coleta, separar e destinar de modo adequado resíduos não orgânicos, assim como promover o envolvimento das empresas para a prática da logística reversa, que deve estar baseada no acompanhamento do ciclo de vida dos produtos, desde sua fabricação até sua destinação final. Infelizmente poucos municípios brasileiros chegaram a elaborar este plano, fundamental para que os prefeitos tenham acesso a recursos de apoio do Governo Federal.
A Lei dos Resíduos Sólidos, apesar de ter sido elaborada e aprovada 4 anos atrás e, depois de ter passado 19 anos em tramitação no Congresso, finalmente entrou em vigor em 2 de agosto deste ano (2014). Os quatro anos aguardados para sua vigência, foram concedidos para que as prefeituras se adequassem à nova Lei. Entretanto, somente 20% dos municípios brasileiros chegaram a elaborar o plano municipal para gerenciamento de resíduos sólidos orgânicos e não orgânicos (Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos).
3--corresponsabilidade
Esta situação de descumprimento das leis por parte das prefeituras poderia, por exemplo, ser atribuída à falta comprometimento dos prefeitos com as causas ambientais, de saneamento, saúde pública e geração de emprego e renda para a população. Entretanto, muitos municípios elaboraram seus planos municipais e só não o implementaram porque o Governo Federal faltou com sua parte na questão da responsabilidade compartilhada, prevista na Lei, ao não liberar os recursos prometidos para a implementação dos planos municipais e este é o caso dos municípios do estado do Amazonas. Esta informação consta no relatório apresentado, pela Senadora VanessaGrazziotin, à Subcomissão Temporária de Resíduos Sólidos no Senado Federal. Portanto, a insuficiência de recursos é uma das principais razões supostas para o descumprimento da Lei. Entretanto, não faltam Instituições financeiras internacionais e, mesmo nacionais, dispostas a ceder empréstimo para implementação dos planos municipais e algumas até mesmo estão esperando somente um sinal para disponibilizar recursos com taxas bastante atraentes.
Não obstante todo descumprimento da Lei, o Programa Cidades Sustentáveis elaborou, no ano passado (2013), com o objetivo de fornecer às cidades brasileiras ferramentas que as auxiliem a se desenvolverem de forma econômica, social e ambientalmente sustentável, o “Guia para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos nos municípios brasileiros de forma efetiva e inclusiva”, no qual aponta os caminhos a percorrer para melhorar a gestão de resíduos sólidos nos municípios; descrevendo indicadores e propondo metas para implementação dos planos municipais, como também cita bons exemplos de gestão de resíduos sólidos no Brasil e no mundo. Para mais informações, clique em guia para os municípios brasileiros.
4A--motorola-solutions-logo
Em relação às empresas produtoras de dispositivos móveis, de acordo com o Ranking Global 100, edição 2014, que classifica empresas de acordo co suas práticas de sustentabilidade, a Motorola Solutions está entre as empresas mais sustentáveis do mundo de um universo de 4.000 empresas avaliadas, atingindo a 50ª posição e, dentre as técnicas de sustentabilidade adotadas pela MotorolaSolutions que a levaram a esta posição, podemos ressaltar, dentre outros pontos, a exploração de tântalo e estanho livres de conflito na República Democrática do Congo; a utilização, no processo produtivo, de 22% de eletricidade originada de fontes sustentáveis; por apresentar taxa mundial de reciclagem de 71%; como também por integrar diversos índices de responsabilidade socioambiental, como o Índice Dow Jones de sustentabilidade.
HP do Brasil, por sua vez, foi a vencedora da premiação ECO 2013, em São Paulo, promovida pela ANCHAM Brasil, na categoria ELIS (Estratégia, Liderança, Inovação e Sustentabilidade), por ter diminuído as emissões de Carbono e o gasto de energia em até 8%, como também por apresentar planejamento para reduzi-los, até 2020, em até 20%; assim como por objetivar reduzir a zero, o descarte de resíduos em aterros, já que deixou de utilizá-los em 88,1% para descarte. Além de que, a HP impõe diretrizes de sustentabilidade para seus fornecedores, como também estabelece parcerias com Universidades, Organizações Não Governamentais (ONGs), Governos e consumidores para ouvi-los e, com base nestes contatos e audiências, delinear, a longo prazo, diretrizes para o desenvolvimento de produtos sustentáveis.
Em julho deste ano (2014), a Dell do Brasil anunciou a produção do primeiro All-in-one(computador que tem a CPU integrada ao monitor) produzido no Brasil a partir de materiais reciclados. Apesar do All-in-one já vir sendo produzido, há anos, por várias empresas, o modelo All-in-one OptiPlex 3030 se sobressai por ser parcialmente manufaturado com materiais recolhidos pelas iniciativas de reciclagem da Unidade daDell, no município de Hortolândia (SP), tornando-se, assim, a primeira empresa a utilizar a certificação UL-Environment, Agência certificadora de produtos que são fabricados com materiais procedentes de práticas de sustentabilidade. Para obter esta certificação, a Dellutilizou 10% de plástico reciclado, ajudando, assim, a reduzir a quantidade de materiais procedentes da indústria de eletrônicos que vão parar no lixo comum e isto reforça a preocupação da Dell com as questões socioambientais. A empresa planeja expandir este tipo de prática, no Brasil, estabelecendo metas de utilizar 22 mil toneladas de materiais reciclados até 2020. Em seu relatório Corporativo de Sustentabilidade, divulgado recentemente, consta que, em 2013, a empresa reciclou mais de 77.000 toneladas de materiais em todo o mundo.
5A--philips 35 logo
Outra empresa do ramo da eletrônica que está aderindo às práticas socioambientais é a Phillips, pois tem investido na produção de lâmpadas mais ecoeficientes, gerando economia para a iluminação pública. A Phillips está próxima de atingir a meta de 50% de eficiência energética em todos os seus produtos, que deve acontecer no próximo ano (2015), como também está participando de um projeto urbanístico, com foco em sustentabilidade, na Cidade Universitária do bairro de Pedra Branca (Palhoça, SC), onde são utilizados 16 Km de luminárias LED, cuja eficiência permitiu que se aumentasse a distância entre postes para uma média de 17,50 m, o que proporcionou uma redução de 84% no número de pontos de luz. O projeto mais atual da empresa é desenvolver lâmpadas OLEDS, que são mais eficientes que as LEDs. A iluminação LED certamente é mais econômica que os modelos de lâmpadas mais tradicionais, entretanto, convêm lembrar que existe um estudo da Universidade de Madrid mostrando que há uma possibilidade da iluminação LED causar danos irreversíveis sobre a retina dos olhos humanos. Estudos para geração de produtos tecnológicos que utilizam novas modalidades de energia também devem, portanto, ter o cuidado de verificarem os possíveis danos que tais modalidades podem produzir à saúde humana.
GSMA, em um relatório sobre lixo eletrônico na América Latina, divulgado em maio deste ano, apresenta uma avaliação das operadoras de telefonia móvel que atuam nestas terras continentais, ressaltando suas iniciativas na gestão do lixo eletrônico, por meio de diversos projetos voluntários, destacando, no Brasil, as operadoras Oi, Tim e Telefônica Vivo. Em toda a América Latina, as operadoras afiliadas da GSMA desenvolveram projetos de logística reversa para aproveitar, da melhor maneira possível, o lixo eletrônico, coletando, armazenando e classificando materiais para reciclagem e reutilização, e descartando o que for inaproveitável, como também estão investindo em usinas e campanhas de conscientização, entre outras atividades. No Brasil, por exemplo, em 2012 as operadoras Oi, Telefônica Vivo e Tim coletaram 90,6 toneladas de Resíduos de Aparelhos Elétricos e Eletrônicos (RAEE). A GSMA ressalta que é fundamental que as operadoras deem continuidade a estas iniciativas, como também procurem a colaboração dos Governos, assim como o trabalho coordenado com outros parceiros que atuam no setor, além de, é claro, continuamente chamar a atenção da população em geral para os riscos do lixo eletrônico para a saúde pública e meio-ambiente.
6A--CLARO
Um estudo de caso sobre logística reversa feito por estudantes de pós-graduação da UNOESC (2013), envolvendo o descarte de baterias e celulares em pontos de coleta da Operadora Claro, em Chapecó (SC), objetivou examinar a coleta e destinação de baterias e celulares para reciclagem; e identificar a intensidade das vendas de celulares novos, em confronto com a quantidade de baterias e celulares coletados pela referida Operadora. O estudo, de abordagem qualitativa, foi realizado em duas revendas autorizadas e na própria loja da operadora Claro. Os estudantes comprovaram que o programa de coleta e reciclagem (baterias e celulares) da operadora Claro está em efetivo funcionamento e, para isso, a operadora dispõe de sua rede de lojas próprias e autorizadas. Entretanto, os estudantes sugeriram que o processo de logística reversa seja acompanhado de educação, divulgação e incentivo financeiro aos usuários da telefonia celular, como prevê a Lei da Política nacional de Resíduos Sólidos.
No sentido da construção de uma internete cada vez mais sustentável, em abril deste ano, o Greenpeace, renomada ONG ambiental, que todos nós conhecemos dos noticiários de rádios e telejornais, elaborou um relatório denominado “clicando limpo: como as empresas estão criando uma internete verde” (original em Inglês). Neste relatório oGreenpeace apresenta um ranqueamento, baseado na utilização de formas de energias limpas e poluentes, das principais empresas de tecnologia da internete; assim como práticas que adotam em relação à mitigação dos efeitos nocivos ao meio ambiente; eficiência energética; compromissos assumidos para utilização e implantação de projetos de energias renováveis e defesa da causa ambiental; resumindo toda esta informação por meio de um Índice denominado “Índice de energia limpa”, um percentual de uso de energia limpa atribuído a cada uma das 19 empresas avaliadas.
7A--ENERGIA LIMPA
Se fôssemos dividir estas empresas em cinco classes, como por exemplo: 1) empresas muito limpas – 80% a 100%; 2) empresas limpas – 60% a 79%; 3) empresas medianamente limpas – 40% a 59%; 4) empresas poluentes – 20% a 39% e; empresas muito poluentes quanto ao uso da energia- 0% a 19%, teríamos, como resultado, que somente a Apple seria classificada como empresa muito limpa, aliás, a única 100% limpa. As demais empresas ficaram muito atrás da Apple, porém as que mais se aproximaram foram aYahoo (59%), Facebook e Google (49% e 48%, respectivamente), podendo ser classificadas como medianamente limpas. As empresas que apresentaram percentuais entre 20 e 40%, como a Microsoft (29%) e Twitter (21%) podem ser classificadas como empresas poluentes, com pouco compromisso com as questões de sustentabilidade. Empresas com Índices entre 0% e 20% como Amazon, Oracle e HP (15%) e IBM (18%) podem ser consideradas como empresas muito poluentes, com muito pouco compromisso com as questões de sustentabilidade socioambiental. Também nesta classe, as únicas que ficaram abaixo de 10% de uso de energia limpa foram as empresasEbay e DuPont Fabros Technology (6%). Para mais detalhes sobre o ranqueamento destas empresas em relação ao uso de energia limpa, clique em relatório clicando limpo. Para ler um artigo sobre este ranqueamento, em português, clique em envolverde.
Este ranqueamento elaborado pelo Greenpeace é extremamente importante para a sustentabilidade em nível mundial, haja vista que, se a internet fosse um país, seria osexto maior país consumidor de energia do mundo. Além do mais, estas grandiosas corporações tem um quê de poder para influenciar seus clientes a uma mudança de atitude com relação às questões da sustentabilidade local e global.
Outro ranqueamento do Greenpeace, de abril de 2013, avalia 21 grandes empresas, ligadas ao setor de tecnologia da informação, que desenvolveram maiores esforços para utilizar tecnologias mais compatíveis com os princípios da sustentabilidade socioambiental e, com isso, influenciar decisões globais sobre o tema. Trata-se do CoolIT – Leaderboard (TI legal, painel de líderes – em Português), sexta edição, que classifica as empresas mais empenhadas na utilização de soluções verdes. As empresas são avaliadas por um Índice percentual que reflete a intensidade de uso de tecnologias verdes pelas companhias avaliadas. Os percentuais atribuídos variaram de 13%,(Toshiba e Hitachi) a 58% (Google e Cisco). Aproximadamente na média, ficaram as empresas Microsoft (34%) e Softbank (39%). As empresas que mais avançaram em posições foram Microsoft, que subiu 11 posições; Telefônica (21%) e Winpro (43%), que subiram 10 posições; Cisco (58%) e HP (43%), que subiram nove posições. As empresas que mais recuaram foram Vodafone (40%), que recuou cinco posições eFujitsu (44%), que recuou quatro posições. A empresa Alcatel-Lucent permaneceu estacionária (40%) e, a empresa Sprint (43%), juntamente com Toshiba e Hitachi são novas no ranqueamento. Para mais informações sobre as ações para utilização de tecnologias verdes por parte destas empresas, clique em site do relatório (conteúdo em Inglês). Para ler um artigo em português sobre este ranqueamento, clique em exame.abril.
Apple--Nokia--Sony
Outra não menos importante publicação atualíssima (09/2014) do Greenpeace é o e-book intitulado GreenGadgets: Designing the future ¬ The path to greener electronics (Dispositivos verdes: planejando o futuro – a rota para os eletrônicos verdes, em Português). No qual é apresentado uma espécie de resumo histórico das várias edições do Greener eletronics, cuja última edição foi em 2012, mostrando o progresso alcançado pela indústria, até agora, no âmbito das questões ambientais, estabelecendo desafios para o futuro. Um destes avanços é a utilização de PVC com BFR na fabricação de aparelhos portáteis, ter caído pela metade de 2006 até 2014, ano atual. As empresas líderes na eliminação destas substâncias são a Nokia e a Apple. Entretanto, o Greenpeace adverte que, quando se trata de televisores e outros eletrodomésticos, a quase totalidade dos modelos não está totalmente livre de BFR, sendo, portanto, potencialmente perigosos para o meio-ambiente e saúde pública. As empresas mais avançadas na eliminação de substâncias perigosas de seus produtos são, em relação a aparelhos móveis, Nokia, Sony Mobile Communications e Apple; a mais defasada é a Panasonic. Em relação a PCs e tablets, a Apple assumiu a dianteira e a Panasonic,juntamente com a Sony, são as mais defasadas. Quando o assunto é televisor, a Phillipspossui um (e somente um) modelo com PVC livre de BFR (Philips launched the EconovaLED-TV), o primeiro modelo no mundo produzido com PVC livre de BFR e, seguindo os passos da Phillips estão a LGE e Toshiba. As empresas que apresentam menos progresso são Panasonic, Samsung, Sony e Sharp. Para mais informações, clique emmobiles verdes.
17A--lixo-eletronico
Em relação a iniciativas de sustentabilidade, pode-se dar destaque a Belo Horizonte (MG), onde se desenvolve um projeto que tem o objetivo de coletar e separar o lixo eletrônico para posterior trituração das peças. Metais como ouro, platina e cobre são isolados de equipamentos eletrônicos descartados e readmitidos na cadeia produtiva, evitando assim, possíveis impactos ambientais resultantes da extração destes minérios, como também os impactos sobre o meio-ambiente e a saúde pública consequentes do descarte em lixo comum.
O projeto é uma iniciativa do CEFET e coordenado pelo pesquisador Joel Augusto dos Santos, ainda está em fase de pesquisa, porém já quase para entrar, ainda este ano, na fase de projeto piloto, na qual se pretende detectar os custos operacionais, a capacidade produtiva e a quantidade de profissionais qualificados necessários. Para esta fase são necessários recursos de aproximadamente R$ 800.000,00, entretanto, para o andamento do projeto é necessário, por parte do Governo Federal, a aprovação do modelo proposto, conforme dispõe a Lei de resíduos sólidos, uma vez que a Secretaria de Limpeza Urbana (SLU) de Belo Horizonte já deu parecer favorável.
Em Fortaleza (CE), a empresa ECOLETAS, em parceria com outras Instituições ligadas a causa da sustentabilidade, adota um modelo bastante interessante para recolhimento, junto ao consumidor, de resíduos da indústria eletroeletrônica, que consiste em estimular os usuários desses equipamentos para que contribuam, estimulados por uma certificação, no processo participativo para o advento de uma sociedade sustentável. A empresa, em conjunto com seus parceiros, possui pontos de coleta voluntária (PEVs), onde os usuários que desejam desfazer-se de tais equipamentos podem, neles, efetuar a entrega e, após a reciclagem e destinação para fins de logística reversa, seu doador recebe um certificado, que comprova a destinação correta do aparelho; além de possuir canais de comunicação, por meio dos quais o detentor de certificado pode apresentar suas críticas e sugestões, dúvidas e comentários à empresa.
9A--IFCE logo
Um estudo realizado em 11 empresas de Fortaleza, em 2012, por estudantes do Instituto Federal do Estado do Ceará (IFCE), objetivou avaliar as ações de gestão socioambiental e até que ponto tais empresas estão aderindo a tecnologias verdes. Os estudantes constataram que as companhias demonstraram possuir um conhecimento muito básico sobre tecnologias verdes, porém desejosas de ter acesso a tais conhecimentos, para que estejam capacitadas a implementar tecnologias adequadas; por outro lado, demonstraram, também, disposição para investir em tecnologias verdes, se realmente comprovar-se retorno, e que, o grande obstáculo para a adoção de tais tecnologias é o desconhecimento a respeito do assunto, consequentemente, os estudantes sugeriram treinamentos educativos nas empresam estudadas.
Em Belém do Pará, um estudo desenvolvido, em 2011, por estudantes da FACI(Faculdade Ideal) com o objetivo de propor soluções sustentáveis para o lixo eletrônico produzido por uma empresa de informática de Belém (CIMBESA), evidenciou a ausência de políticas públicas direcionadas para o tratamento adequado do lixo eletrônico. O estudo foi realizado por meio de entrevista a funcionários daquela Empresa de Informática, tanto do setor operacional como do setor administrativo, que demonstraram ter conhecimento sobre o assunto, tanto que apresentaram sugestões para a solução do problema na empresa. Entre as propostas de solução apresentadas estavam o descarte adequado do lixo eletrônico, o apoio a empresas que produzem equipamentos com a utilização de componentes reciclados, mediante compra de seus produtos; a CIMBESA (Companhia de Informática de Belém) devia incentivar o correto armazenamento e separação de materiais eletrônicos, assim como conscientizar seus funcionários a respeito do assunto; realizar a manutenção das máquinas descartáveis da empresa para doação; praticar a coleta seletiva dentro da empresa; distribuir folhetos informativos sobre a questão socioambiental; divulgar práticas de sustentabilidade por meio do preparo de agentes multiplicadores, para que haja maior conscientização a respeito do assunto; solicitar maior envolvimento sociopolítico das diretorias e coordenadorias da empresa, em relação às questões socioambientais, de modo que sejam levadas a proporcionar, aos funcionários, treinamentos especializados a respeito da questão socioambiental; incentivar os funcionários a adotar práticas sustentáveis, doar e ou reaproveitar seus próprios aparelhos obsoletos e; os funcionários deveriam contribuir com seus conhecimentos técnicos, para práticas de sustentabilidade em relação ao lixo eletrônico.
10--UFG LOGO
Na Universidade Federal de Goiás (UFG), pesquisadores desenvolvem um projeto socioeducativo com base num Centro de Recondicionamento de Computadores, como ferramenta para a educação profissional e sustentabilidade socioambiental. O projeto tem por objetivo apoiar, viabilizar e promover a inclusão digital. Os equipamentos recebidos pelo Centro são recondicionados e utilizados para a criação de telecentros comunitários, capacitação e educação profissional, como também para oportunidades de trabalho, além de proporcionar o correto descarte dos materiais eletroeletrônicos doados. Os autores levantaram algumas considerações sobre as dificuldades encontradas pelo Centro para melhor desenvolver suas atividades, como a ausência de empresas locais licenciadas que possam fazer a correta destinação final de materiais não aproveitáveis pelo Centro e; o Poder Público não realiza, a contento, sua parte quanto à corresponsabilidade socioambiental em ofertar suficientes vagas para a formação profissional.
Também voltado para a área educacional está o estudo desenvolvido por Tales Gouveia (2014), na Faculdade Joaquim Nabuco, que trata sobre as possibilidades de uso do lixo eletrônico em projetos educacionais de robótica, como uma forma de reduzir o impacto deste lixo sobre o meio ambiente e saúde pública, constituindo uma proposta de reutilização sustentável para os diversos Institutos de ensino deste país, como também um exemplo a seguir, dentre tantos outros possíveis de reutilização do lixo eletrônico.
11A--Rio 2016
No Rio de janeiro, o comitê dos jogos olímpicos e paraolímpicos Rio-2016, com o objetivo de reduzir os impactos socioambientais deste evento em todas as suas etapas e até mesmo no pós-evento, elaborou, em maio deste ano, o “Guia de Gerenciamento Sustentável de Produtos Eletroeletrônicos” em que apresenta e define produtos eletrônicos, como também os requerimentos necessário para que se tornem um produto sustentável. O trabalho apresenta, também, as boas práticas de sustentabilidade na fabricação de um eletroeletrônico em todas as etapas do seu ciclo de vida, desde seu planejamento até sua destinação final. Por fim, o trabalho discorre sobre os rótulos ambientais do setor de eletroeletrônicos, como o Energy Star, ABNT e PROCEL. Para mais informações, acesse o trabalho, clicando em guia Rio-2016 para eletrônicos sustentáveis.
Os selos de certificação ambiental já vêm sendo utilizados, há algum tempo, para conferir credibilidade a produtos, nos quais foram aplicados princípios de sustentabilidade. Antes de adquirir, porém, um produto com selo de sustentabilidade, verifique se a empresa certificadora é confiável, pois muitos selos podem representar somente um falso apelo ecológico, um falso marketing ecológico, uma forma de ludibriar o consumidor, porque, apesar dos avanços na consciência ecológica, o Brasil não possui leis que regulamente a emissão de selos de sustentabilidade e aí é que surgem empresas sem ética para se aproveitar desta situação, passando ao consumidor a impressão de que adotam práticas de sustentabilidade, quando na verdade, estão apenas fazendogreenwashing, maquiagem ambiental. Para conhecer alguns selos de certificação ambiental, clique em planeta sustentável.
E já que falamos em greenwashing, uma estudante da Faculdade de Administração de Economia, Administração e Contabilidade Atuariais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Aline Toledo, escreveu, em 2013, uma monografia sobre o falso marketing verde ou greenwashing. A autora discorre sobre o papel do marketing verde no desenvolvimento sustentável, preocupando-se em deixar claro este conceito para o leitor, como também explica o que é o greenwashing e como engana os consumidores; ensina, também, a identificar certificações ambientais confiáveis e os erros do greenwashing e, por fim, mostra exemplos de greenwashing, assim como exemplos de casos contrários. A autora relata alguns pecados cometidos pelas empresas que ludibriam os consumidores com o greenwashing, dentre os quais, podemos mencionar alguns: 1) a empresa omite informações que não podem ser checadas nem na embalagem e nem na internete; 2) cerca de 46% dessas empresas utilizam expressões como “produto natural”, “produto ecologicamente correto” que, por si só, não dizem coisa alguma, se não forem apresentados os porquês que expliquem tais expressões e ou como podem ser verificados; 3) essas empresas usam símbolos como uma “arvorezinha” ou um “planeta fofinho” que nada tem a ver com certificações confiáveis e; 4) os rótulos dão destaque a coisas sem importância para distrair o consumidor, como por exemplo “livre de CFC” (substância banida há muitos anos, por força de lei). Acesse a monografia clicando emAline Toledo e informe-se mais sobre greenwashing.
11A--relatorio-sust
Outra iniciativa de sustentabilidade da sociedade contemporânea são os relatórios de sustentabilidade das empresas e corporações, que surgem como ferramentas de transparência e para exposição de conhecimentos socioeconômicos e socioambientais de tais entidades; além de contribuírem para a implantação do Plano de Ação para a Produção e Consumo Sustentáveis, do Ministério do Meio Ambiente, já que a comunicação entre Governo e Companhias é um dos principais meios de promoção do desenvolvimento sustentável, de forma a produzir reais mudanças nos padrões de consumo do brasileiro.
Uma opção, especialmente para grandes empresas, de compensar, responsavelmente, os danos causados ao meio-ambiente pelos servidores que hospedam seu site é através da obtenção de certificação de sustentabilidade, que pode ser adquirida no siteGreenClik. O GreenClick é uma empresa que emite certificados de sustentabilidade parawebsites, assumindo o compromisso de plantar árvores para compensar a quantidade de CO2 emitida pelos servidores que hospedam websites. Isto trás vantagens para as empresas, pois, de acordo com o SEBRAE, aproximadamente 80% das empresas que adotam práticas de sustentabilidade atraem mais clientes e, consequentemente, lucram mais, além que, tais práticas, tornam sua empresa mais diferenciada, mais competitiva, a ser bem vista e a estar, no subconsciente do consumidor, sempre relacionada com a responsabilidade socioambiental. Por fim, sua empresa contribui para compensar a natureza, pelos danos causados, e para garantir o bem estar socioeconômico das futuras gerações. Para mais informações, clique em GreenClick.
12A--smartphone-fairphone
Outra iniciativa interessante desenvolvida para amenizar os males da produção industrial é a da Fairphone, uma organização holandesa sem fins lucrativos, que pretende produzir o smartphone socialmente correto. A Fairphonesurgiu há três anos com o objetivo de mostrar às pessoas os problemas sociais existentes na cadeia produtiva de aparelhos eletrônicos, até atingir o consumidor final, como, por exemplo, a extração mineral em áreas de conflito e impactos ambientais; como também está associada a uma comunidade que atua de forma colaborativa com outras empresas e organizações; aFairphone também pretende ser transparente com os consumidores, mostrando a eles os problemas sociais e ambientais presentes na produção de aparelhos eletrônicos, cuja cadeia produtiva é global e muito complexa e, por causa disso, a Fairphone decidiu começar a partir de um único produto: um smartphone aberto, de elevado desempenho e produzido de modo transparente. E porque começar com um smarphone? A popularidade deste mobile pode ser um ótimo ponto de partida para historiar o mecanismo da economia nessa cadeia produtiva. A Fairphone pretende humanizar a cadeia produtiva de aparelhos eletrônicos e, como empresa social, não aceita longas jornadas de trabalho com baixos salários devido a pressões no setor, resultantes de prazos apertados e elevada demanda. O smartphone aberto funciona, inicialmente, com o sistema Android por uma questão de estabilidade, mas a Fairphone já está se aproximando de plataformas abertas como Ubuntu e Firefox, como outras opções aos usuários.
Fairphone pretende investir na durabilidade do aparelho, tanto em termos de hardwarecomo de software, mas também no alto desempenho e com muito mais recursos. Em relação às peças, há planos para que possam ser vendidas pelo site da organização, como forma reposição de peças defeituosas; além de que o sistema operacional passará por constantes atualizações. Antes de iniciar as vendas do Fairphone, em novembro do ano passado, a Fairphone lançou uma campanha de pré-venda, na qual foi vendido mais que o dobro para dar início a produção; verificou-se, portanto, que existem pessoas dispostas a investir em produtos compromissados com a questão socioambiental. AFairphone planeja melhorias futuras no aparelho e, para isto, conta com equipes de pesquisa nas áreas de materiais valiosos, transparência na fabricação, design inteligente, negócios justos e valor duradouro.
12A--SUNPARTNER
Outra empresa preocupada com a sustentabilidade é aSunPartner, a qual desenvolveu um tipo de célula solartransparente, sensível ao toque, com uma espessura de 300 microns, que permitirá aumentar em 20% a duração de uma bateria íon-lítio, utilizada em aparelhos móveis, como também não precisará de recarga em modo de espera (stand by). A célula custará aos fabricantes apenas dois dólares (U$ 2.00) por aparelho. É possível que este tipo de bateria já seja encontrada em aparelhos móveis até o fim deste ano, mas isto depende de acordos que a SunPartner possa fazer com os fabricantes de dispositivos móveis.
Também na Austrália, uma parceria de entidades ligadas à pesquisa envolvendo Institutos, Universidades e Empresas desenvolveram células solares que podem ser impressas em superfícies finas e flexíveis, de aço ou plástico, em tamanho A3 (30 cm de largura), a partir de uma tinta fotovoltaica e por meio da utilização de uma impressora jato de tinta, capaz de imprimir com este tipo de tinta. As células fotovoltaicas, assim obtidas, poderão ser utilizadas para geração de energia em dispositivos móveis e painéis luminosos, dentre outras possíveis aplicações. Ainda não há previsão para utilização comercial.
Ideias criativas, desenvolvidas através da utilização de materiais reciclados com certificação de sustentabilidade, podem originar bons negócios. É o caso de um casal de braileiros (Carla Martins e Gustavo Arguello), que vivem em Londres. Onde, após 50 tentativas, desenvolveram cases para Ipad e Ipad mini, os quais podem ficar em três posições, horizontal, inclinada e vertical, que podem ser utilizadas para as mais diversas situações de uso. O case foi patenteado com a marca Plicopa e conta com diversos parceiros que elaboram suas gravuras, sendo que o case mais simples vem com a Logomarca Plicopa e, também, podem ser adquiridos por brasileiros no site do casal. Para adquirir um case para seu Ipad ou Ipad mini, acesse o shopp blog do casal clicando em cases para tablets Apple Plicopa.
13A--SEBRAE03
Para quem pretende investir em pequenos negócios na área de TI verde, o que se tem a informar é que, de acordo com um estudo do SEBRAE, realizado ainda este ano, as áreas de TI verde que já possuem alguma estabilidade no mercado são:(1) pegadas de carbono, que são, de acordo com o site do Instituto Carbono Brasil, as emissões dos gases do efeito estufa (gás carbônico, metano, etc.) que podem ser medidas nas mais diversas atividades humanas que impactam o meio-ambiente, por exemplo, na fabricação de um equipamento, nas várias etapas do seu ciclo de vida, verificam-se os momentos que requerem emissão de gases, como na extração e transporte de matéria prima, quando requer consumo de energia, utilização de câmaras frias, ou na destinação final de seus rejeitos em ambientes controlados ou não controlados.
(2) Computação em nuvem. Trata-se de um conceito ainda em evolução que tem na tecnologia da virtualização de servidores, serviços, softwares e armazenamento de dados sua principal expressão e, para isto, vale-se da plataforma da internet. A sua utilização é importante para reduzir gastos com infraestruturas físicas de informação e comunicação.
(3) Energia na computação. A maior tendência nesta área está na produção de baterias com maior ciclo de vida e ou maior eficiência energética, que as apresentadas pelas atualmente comercializadas e, de preferência, com padrão universal, que sirva para todo e qualquer dispositivo móvel. Em termos de eficiência energética, por exemplo, uma tendência é o reaproveitamento da energia dissipada em forma de calor pelo equipamento. Para mais informações acesse o portal Green IT Brasil.
16--featured-image-3164
(4) Lixo eletrônico. É um problema que dia a dia se agrava no mundo, em função da demanda gerada por modelos dotados de mais recursos e outros atrativos. Entretanto, isto, pode se tornar em oportunidades de negócio, pois é o que suscita a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, e isto provoca a demanda por tecnologias para reutilização, reciclagem e destinação correta do lixo, portanto, há uma imensa potencialidade para desenvolvimento de mercado.
(5) Reaproveitamento de componentes. Esta tendência implica, também, em aparelhos móveis com peças removíveis, que possam ser trocadas, deste modo se evita o descarte prematuro de um aparelho, somente por causa de uma ou duas peças. É uma das estratégias de TI verde que objetiva reduzir os danos ao ambiente. Por exemplo, o projeto Phonebloks objetiva produzir celulares com peças removíveis e trocáveis, em caso de defeito. Para mais informações sobre o Phoneblocks,clique em peças removíveis.
(6) Memórias flash. Computadores antigos destinados à doação podem ter sua vida útil aumentada com a utilização de memórias flash, que, normalmente, são peças constituintes de dispositivos móveis e são mais eficientes que as comumente utilizadas em PCs.
Outra iniciativa de sustentabilidade criada pela Rede WWF (World Wildlife Fund – Fundo Mundial para a Natureza) para lembrar aos cidadãos a questão da sustentabilidade socioambiental é a Hora do Planeta. Trata-se de um ato simbólico apoiado por celebridades como Maria Fernanda Cândido e Reynaldo Gianecchini, que consiste em apagar as luzes durante uma hora, como forma de apoio e memorial para reduzir e combater o aquecimento do planeta. Neste movimento, Governos, Empresas e Cidadãos são conclamados a demonstrar sua preocupação com o futuro do meio-ambiente e do Planeta. Neste ano, a Hora do Planeta foi realizada em 29 de março e houve recorde de cidades participantes, foram registrados 144 municípios em todo o Brasil, havendo um acréscimo de 29 cidades, em relação ao ano anterior. No mundo todo, mais de 7 mil cidades de 162 países participaram da hora do planeta. Grandes monumentos da humanidade tiveram suas luzes apagadas, como a Torre Eiffel, O Big Ben, o Kremlin, pirâmides do Egito e muitos outros. Para ficar antenado sobre a Hora do Planeta do próximo ano clique em WWF e adicione em seus favoritos, curta e compartilhe noFacebook e ou siga no Twitter.
18A--30GreenTalentpic3
Uma iniciativa do Ministério da Educação do Governo Federal Alemão é o concurso Green Talents, que objetiva revelar jovens pesquisadores do mundo todo na geração de tecnologias para o desenvolvimento sustentável. Na edição do ano passado (2013), entre os 25 vencedores, dois brasileiros foram contemplados. Para mais informações, clique em Green Talents e se informe sobre a próxima edição e requisitos para participar.
E agora, principiando o fim, convém lembrar que a nossa atual Constituição (1988) dispõe a qualquer cidadão brasileiro propor Ação Popularcoletiva com o objetivo de anular ato lesivo ao meio ambiente (artigo 5º, inciso LXXIII). Para a aprovação da ação popular é necessário coletar assinatura de 1% do eleitorado (cerca de 1,5 milhões de eleitores assinantes). Na ação Popular, podem ser responsabilizadas pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, com prazo de prescrição de cinco anos.
Para encerrar, também se deve lembrar que, quando o assunto é meio-ambiente, cada cidadão deste país e do mundo é solicitado a contribuir com sua parte por meio de atitudes, que se principiam por um consumo mais consciente. A Lei de resíduos sólidos (LPNRS), por sua vez, também objetiva estimular padrões de produção e consumo, de forma mais sustentável. Especialistas em todo mundo também estão convencidos de que é preciso estimular a cultura do consumo sustentável, bem como a necessidade de reflexão sobre os hábitos de compra do cidadão contemporâneo. Entretanto, o consumo sustentável não consiste, somente, na opção por produtos de empresas com práticas de sustentabilidade, mas principalmente, na compra daquilo que realmente é indispensável, em dado momento da vida. As empresas, por sua vez, devem procurar ofertar produtos e serviços com o mínimo possível de impacto ambiental, como também devem buscar compensar aquilo que, ainda, não dispõe de tecnologia que permita reduzir ou eliminar o impacto ambiental. A boa notícia é que, de acordo com o Instituto Akatu, o interesse dos consumidores sobre as questões socioambientais tem aumentado nos últimos anos, pois, cerca de um em cada três brasileiros está em nível de consciência adiantada para assumir o consumo sustentável, como também preocupado com a felicidade coletiva. Para mais informações sobre práticas de consumo consciente, acesse o site do manual de consumo consciente, elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Ministério da educação (MEC), em parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), clicando em educação para o consumo.
19B--RESUMO SUS
Para resumir as principais informações deste artigo, lembramos que a logística reversa e a reciclagem do lixo eletrônico podem se tornar numa excelente oportunidade para gerar, com inclusão social, emprego e renda para a sociedade, além dos benefícios para o meio-ambiente e saúde pública; porém isto depende do maior empenho das autoridades públicas nos âmbitos municipal, estadual e federal, para a implementação da Lei de Resíduos Sólidos. No setor de eletroeletrônicos, o Greenpeace tem contribuído sobremaneira com seus estudos e atividade sociopolítica. Empresas e organizações surgem apresentando soluções tecnológicas focadas na sustentabilidade; e as certificações ambientais confiáveis surgem para conferir credibilidade a produtos fabricados com tecnologias mais sustentáveis, apesar de haver empresas que usam, falsamente, apelos ecológicos. A hora do planeta, promovida pela Rede WWF, procura sempre chamar a atenção do mundo para os cuidados necessários para com o planeta e seu futuro. O Governo Federal da Alemanha demonstra sua preocupação formando pesquisadores para desenvolver soluções tecnológicas para um mundo cada vez mais sustentável e solidário.
Em síntese, a sociedade contemporânea está se envolvendo gradualmente com a questão da sustentabilidade e preocupada com o futuro do planeta e das futuras gerações. No Brasil, a Lei da Política Nacional de Resíduos parece estar carecendo de maior empenho dos prefeitos e do Governo Federal para sua aplicação. Quero lembrar que estamos num ano de eleições, o que é um ótimo momento para cobrar dos políticos o seu compromisso com a implantação desta Lei. Acesse o site do Congresso Nacional, da Câmara de deputados do seu estado e da Câmara de vereadores de sua cidade e cobre mais compromisso dos políticos para com a aplicação desta Lei. Todos serão beneficiados com isto. O meio-ambiente e as futuras gerações vão agradecer.


Nenhum comentário:

Postar um comentário