POLPA MOLDADA

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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Rotas menos poluentes






Tecnologia nacional pode dar origem a tinta ecologicamente segura para pintura de cascos de navios e oferecer solução inédita para um dos problemas ambientais mais notórios causados pela indústria da navegação.



Rotas menos poluentes

Tintas anti-incrustantes evitam que cracas e outros microrganismos ‘grudentos’ peguem carona sem autorização nos cascos das embarcações. Esses organismos podem prejudicar o desempenho da navegação e causar sérios danos físicos aos barcos. 

Biocida

Navegar é preciso; poluir é desnecessário. Nos laboratórios do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), da Marinha do Brasil, em Arraial do Cabo (RJ), aCiência Hoje On-line garimpou uma excelente notícia: o engenheiro químico e capitão-de-fragata William Romão está desenvolvendo uma tecnologia inédita que pode resultar na primeira tinta anti-incrustante ecologicamente segura e industrialmente viável.
O segredo, quem diria, está nas esponjas do mar. “São seres fascinantes; estão entre os mais primitivos organismos da Terra”, ensina o pesquisador. “E é notório que as esponjas não sofrem incrustação.” Na sua história de 940 milhões de anos, elas se adaptaram de modo a produzir tipos especiais de glicerofosfolipídeos, compostos que as mantêm livres de cracas ou bichos pegajosos e oportunistas.
Eis que pesquisando esponjas das espécies Amphimedon viridisAplysina fulva,Arenosclera brasiliensisDarwinella sp e Geodia corticostylifera – todas coletadas na costa brasileira – o engenheiro do IEAPM conseguiu prospectar as substâncias anti-incrustantes produzidas por esses animais e sintetizá-las em laboratório.

Biocida


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