POLPA MOLDADA

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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Tecnologia, existe influência sobre nós?



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Bom, este assunto está em alta, a tecnologia realmente tem alguma influência sobre nós? Eu li uma certa vez um conto de fadas de Goethe, "O Aprendiz de Feiticeiro" popularizado pela música de Paul Dukas, e pelo filme Fantasia, de Walt Disney, o aprendiz teve a idéia de utilizar o poder oculto de seu amo para aliviar seu próprio trabalho. Mandou um cabo de vassoura trabalhar, carregando água para ele. Não sabendo controlá-lo, logo descobriu que tal objeto obediente, porém desprovido de inteligência, carregou tanta água para dentro de casa que a inundou. Essa história, naturalmente, teve um final feliz — o amo veio socorrê-lo.

Semelhante ao cabo de vassoura do aprendiz, a tecnologia é, basicamente, um poderoso instrumento. Pode ser utilizada para facilitar nosso trabalho, torná-lo mais eficiente e, talvez, até mesmo mais prazeroso. Mas, como tudo na vida é preciso ter cuidado e bom senso, a tecnologia serve para nos ajudar sim, mas não podemos nos tornar escravas delas não é verdade?


Exemplo primário disto é o automóvel. Não resta dúvida de que o automóvel trouxe muitas vantagens e benefícios à sociedade em geral. Todavia, quem poderia negar os efeitos nocivos e colaterais, tais como a poluição atmosférica e sonora, e as mortes e os ferimentos causados por acidentes e pela forma descuidada de dirigir? Esta inovação tecnológica é, no máximo, uma invenção dúplice. Não estou dizendo que ter um carro é errado, só quero mostrar que o avanço tecnológico trouxe suas vantagens sim, mas por outro lado houve devantagens catastróficas.





Mas o efeito da tecnologia vai muito além disso. A tecnologia permeia de tal modo nosso mundo moderno que está modificando não só nosso modo de trabalhar e de viver, mas também nossos valores, nosso enfoque sobre nós mesmos, e da sociedade como um todo. Assoma a questão: Temos utilizado a tecnologia de forma equilibrada? ou será que a tecnologia passou a dominar nosso modo de vida, para nosso próprio mal?



Sem dúvida, de um modo ou de outro, a maioria das pessoas que hoje vivem se beneficiou do progresso da ciência e da tecnologia. Tanto em nações desenvolvidas, como nas em desenvolvimento, a tecnologia trouxe inúmeras vantagens materiais em quase todo aspecto da vida. A primeira e principal delas é que a utilização de máquinas, fertilizantes, pesticidas, e sementes aprimoradas, ampliou as reservas alimentares e melhorou a nutrição para grande parte da população do mundo. Os progressos na ciência médica resultaram em melhor saúde e numa vida mais longa para muitos. O automóvel e o avião, junto com os avanços na eletrônica, nos computadores e nos satélites, tornaram possível que muitos viajem e se comuniquem com outros ao redor do mundo, com relativa facilidade. Num nível mais pessoal, a tecnologia eliminou grande parte do enfado e da labuta, tanto no trabalho como em casa.



Embora alguns nos países tecnologicamente avançados se deleitem em mencionar os ‘bons tempos antigos’, poucos se dispõem a abandonar o amplo número de eletrodomésticos que poupam tempo e esforço, e que eles encaram como corriqueiros, ou a que se acostumaram em sua vida diária. A tecnologia tornou-se deveras uma escrava útil, possibilitando, como expressou certo observador, que pessoas comuns hoje vivam “como os reis nos tempos antigos jamais poderiam ter vivido”.



 Chamando-o de “crise silenciosa”, o ex-secretário do Interior dos EUA, Stewart Udall, descreveu do seguinte modo a situação nos Estados Unidos:

“Esta nação lidera o mundo em riqueza e poder, mas também lidera na degradação do habitat humano. Temos o maior número de carros que qualquer país do mundo — e os piores ferros-velhos. Somos o povo que mais se movimenta da Terra — e enfrentamos os piores congestionamentos. Produzimos a maior quantidade de energia, e temos o ar mais contaminado. Nossas fábricas lançam mais produtos e nossos rios transportam as mais pesadas cargas de poluição. Dispomos da maior quantidade de bens para vender, e os letreiros mais feios para anunciar seu valor.”
 

Assim, as autoridades e o público começam a observar o alto preço que pagamos pelo rápido progresso tecnológico que endossamos com tanta disposição. Os governos, contudo, poderiam impedir danos adicionais ao meio ambiente simplesmente por agirem contra os poluidores, se quisessem. Mas, a indústria e o comércio deveras provêem emprego para as pessoas, prosperidade para as comunidades, e rendas para os governos. Isto se dá, em especial, nas nações em desenvolvimento. Assim, argumenta-se, os benefícios materiais criados pela tecnologia compensam o preço a ser pago em ar, água e solos limpos?


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