POLPA MOLDADA

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Núcleo Senai de Sustentabilidade traz inovações verdes para a indústria



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A tecnologia do woodframe foi trazida ao Brasil em 2010, pela Tecverde, através da parceria com o Senai e o Ministério da Economia de Baden-Wurttemberg, da Alemanha (Foto: Henrique Araujo)
Construir uma casa em seis vezes menos tempo e com redução de até 85% do desperdício de material é possível? Através dowoodframe, a Tecverde, empresa curitibana, tem mostrado que sim. A tecnologia foi trazida ao Brasil em 2010, através da parceria com o Senai e o Ministério da Economia de Baden-Wurttemberg, da Alemanha. O sistema construtivo foi tropicalizado, ou seja, adaptado para se ajustar às nossas normas, clima e cultura. “As paredes, por exemplo, receberam reforços estruturais para ficarem mais robustas e possibilitarem fixação de móveis em qualquer lugar da parede, costume do consumidor brasileiro”, explica Caio Bonatto, diretor da Tecverde. Outro ajuste foi o reforço nas estruturas contra umidade tanto no exterior quanto no interior da casa, pois no Brasil a umidade é mais agressiva do que na Europa.
A tecnologia woodframe é apenas uma das soluções sustentáveis utilizadas para a construção do Núcleo Senai de Sustentabilidade, que a partir de setembro será referência em soluções verdes para a indústria. O Núcleo, localizado em Curitiba, servirá como um showroom interativo para que indústrias e comunidade possam conhecer novas tecnologias sustentáveis aplicadas à construção civil, energia e meio ambiente. Através do recurso de realidade aumentada, que cria a sobreposição de objetos virtuais tridimensionais em um ambiente real e que serão visíveis através de um tablet, os visitantes poderão conhecer como foram produzidos os elementos sustentáveis da construção.
Todas as tecnologias presentes no Núcleo foram desenvolvidas por empresas parceiras do Senai. Entre elas estão o telhado verde, para controle de temperatura; reaproveitamento da água da chuva; iluminação em LED, torneiras com controle de vazão e descargas econômicas. A casa será autossustentável na questão de energia, que será captada através de painéis solares. O excedente será distribuído pela rede de energia da unidade do Sistema Fiep localizada na Cidade Industrial de Curitiba, onde fica o Núcleo, utilizando o conceito de smart grids. A gestão das tecnologias será através de um sistema de automação residencial (domótica), que proporcionará a análise e o monitoramento online da geração de energia renovável, através de consultas interativas.
Oportunidades para a indústria

O Núcleo Senai de Sustentabilidade servirá como um showroom interativo para que indústrias e comunidade possam conhecer novas tecnologias sustentáveis aplicadas à construção civil, energia e meio ambiente
Hewerton Martins, CEO da Solar Energy, empresa que forneceu os painéis fotovoltaicos, explica que a utilização de tecnologias sustentáveis na indústria é uma forma de agregar valor ao produto final. “Quando uma empresa implementa a energia solar, isso torna-se não só uma economia para ela, que passa a produzir energia limpa e renovável localmente, mas também um diferencial”, conta Martins. “O consumidor atual exige que as indústrias sejam sustentáveis e não agridam o meio-ambiente. Comunicar a esse consumidor as atitudes em prol da sustentabilidade que a empresa tem faz com que ela se destaque no mercado e agregue valor ao seu produto. Imagine uma indústria de cosméticos produzindo protetores solares utilizando energia solar. É um diferencial como esse que pode ser a chave para o sucesso do negócio”, comenta o CEO.
Segundo o diretor do Senai no Paraná, Marco Secco, o Núcleo Senai de Sustentabilidade será um meio da indústria perceber novas oportunidades de negócio. “Temos um espaço que será um ícone para a sustentabilidade industrial. Entendemos que para falar desse assunto precisamos analisar o ambiente como um todo, envolvendo também questões econômicas, culturais e sociais. O Núcleo foi pensado dessa forma. Ali estarão disponíveis tecnologias e inovações que contemplam a sustentabilidade como um todo e que são aplicáveis à realidade da indústria brasileira”, explica o diretor.


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