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Erguida a 140 km de Moscou, na Rússia, esta residência surgiu de uma ideia curiosa do arquiteto Peter Kostelov. Ele quis relembrar o impulso criativo da época da Cortina de Ferro, quando a indústria da construção civil do país estava em decadência e os soviéticos recorriam a qualquer material disponível para dar forma às casas. “Pareciam colchas de retalhos”, brinca. Parafusadas umas nas outras, placas de sete diferentes padrões formam a morada de três andares. 
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Em diferentes medidas e desenhos, painéis de cedro criam um efeito visual. A fim de garantir luminosidade, são vazadOs na varanda. Painéis de OSB no interior da morada reforçam a estrutura e escondem a película de lã de rocha, responsável pelo conforto térmico. Um pigmento com substância antisséptica protetora imprimiu as nuances escurecidas no cedro da fachada. Projeto do arquiteto Peter Kostelov.
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Árvores do próprio terreno ajudaram a colocar a construção de pé. Para esconder o aspecto frio da estrutura de concreto e criar uma atmosfera acolhedora, este projeto foi finalizado com tábuas de lariço na fachada e abeto-prateado em boa parte das superfícies internas – ambos oriundos de 60 árvores da floresta da propriedade, na Áustria. Da mesma extração vieram portas, janelas, pisos e móveis. O mesmo número de mudas substituiu aquelas cortadas. “O uso de madeira local trazia um tom afetivo que cativou o proprietário”, diz o arquiteto Bernardo Bader. Por fora, a residência reproduz a tradicional carpintaria da região de Vorarlberg. Em seu interior, contudo, explora aspectos contemporâneos. O pé-direito de 6,30 m, valorizado pelo teto de madeira crua, e a cozinha modular são os mais visíveis.  A preservação do bosque de árvores-de-fogo foi a máxima do desenho. Em respeito à vegetação nativa, que cobre 90% desse lote na Nova Zelândia, os arquitetos Lance e Nicola Herbst optaram pelo desenho enxuto e a implantação numa clareira. “Queríamos diminuir o impacto ambiental”, conta ele. Com tal premissa em mente, desenvolveram a planta de dois pavimentos, marcada pelo pédireito de 6 m na sala e na cozinha, que são integradas. Na hora de definir o material, não imaginaram nada que se mimetizasse tão bem ao local quanto o dueto de madeira e vidro. De cedro-vermelho maciço, a engenhosa estrutura, fechada com réguas de cedro e pínus, se une às vidraças para diluir limites entre casa e floresta. Quase no tom dos caules, fortalece a sensação de que, aqui, a arquitetura é uma extensão da natureza.
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