POLPA MOLDADA

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terça-feira, 24 de junho de 2014

Tendências da arquitetura sustentável e construção

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O expert em sustentabilidade Jerry Nelson revelou para a revista Exame 7 tipos de projetos que serão tendências nos próximos anos na arquitetura sustentável e em construções. Veja a seguir os exemplos ilustrados.
Às vezes não é preciso fazer um novo projeto para torná-lo sustentável. E é disso que o Retrofit se trata: velhos edifícios renovados com práticas ecológicas. A ideia é mais rápida e consideravelmente mais econômica do que iniciar uma construção nova. Como exemplo, temos o maior jardim vertical de Londres, instalado em um hotel tradicional da cidade. A parede verde atinge 21m, é irrigada pela água da chuva e ajuda a filtrar o ar do bairro.
Nobremente batizada de “Victoria’s Green Lungs“, a parede viva faz alusão à monarca que comandou o Reino Unido até 1837.O projeto foi conduzido por Gary Grant, da consultoria ambiental Green Roof, a pedido da administração do distrito. A concepção do muro faz parte de um grande programa de urbanismo que pretende fazer da cidade um local mais agradável e ecologicamente correto. A falta de superfícies permeáveis e o excesso de concreto deixam a região propensa a inundações e acúmulo de poluentes. Assim, as plantas filtram o ar e são irrigadas pela própria água da chuva, que passou a ser acumulada em tanques de armazenamento feitos sob medida.
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A energia solar continua a ser um mercado lucrativo para o setor da construção, como também para o consumidor final. No Brasil, projetos e construções dotados de painéis solares podem significar um desconto ou até mesmo a criação de crédito perante a distribuidora de energia.
Se para uma casa as possibilidades já são atrativas, imagine para o Parkroyal, o primeiro hotel ecofriendly de Cingapura, equipado com luzes automáticas, painéis solares, sensores de movimento e coleta e reciclagem da água da chuva. Parkroyal é o primeiro hotel eco-friendly de Singapura. O projeto é assinado por WOHA Architects, que traz uma proposta mais tranquila, em meio ao país considerado como um dos melhores lugares do mundo para fazer negócios, segundo o Banco Mundial. O complexo é quase autossustentável. São cinco andares equipados com luzes automáticas, painéis solares, sensores de movimento, coleta e reciclagem de água da chuva.
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# 3 Mercado aquecido
Governamental, residencial, industrial, educacional ou comercial. Em qualquer campo, a sustentabilidade é a aposta para o setor da construção. E Nelson afirma – “Edifício verde é o tsunami do futuro que irá inundar todo o setor imobiliário”.
No Brasil não é diferente. No primeiro projeto da incorporadora Alphins em São Paulo, o toque ecológico encantou os moradores da Vila Madalena, que investiram cerca de R$ 900 mil reais nas unidades revestidas por jardins verticais na Zona Oeste da cidade.
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 Evitar o desperdício de energia é muito mais do que apagar as luzes quando sair. As novidades no mercado de construção – como a possibilidade de controlar as luzes a partir de um smartphone – e um bom projeto de arquitetura que valorize a entrada de luz natural com um bom esquema luminotécnico podem fazer toda a diferença.
Um projeto sustentável que ilustra bem diversas práticas ecológicas é o escritório desta empresa de headhunting no Japão, apelidado de Fazenda Urbana. Em todo o prédio foi instalado um sistema agrícola cultivado pelos próprios funcionários, com a ajuda de processos de irrigação automática.
O escritório conseguiu economizar 30% de energia ao combinar lâmpadas fluorescentes e LEDs.
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 Mais do que um planeta melhor, as construções verdes são sinônimo de status. Atualmente, arquitetos, projetistas e engenheiros estão em uma busca constante para obter um dos maiores certificados de construção sustentável, o LEED. No Brasil, o selo AQUA cumpre papel semelhante, avaliando a gestão ambiental das obras e as especificidades técnicas e arquitetônicas.
O bim.bon já publicou um projeto que recebeu classificação Ouro no LEED. É o Corus Quay Office (foto), que emprega mais de mil funcionários em um ambiente sustentável. Uns dos destaques do projeto são a parede vegetal que cobre cinco andares e um grande tobogã que incentiva os funcionários a dispensarem os elevadores.
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 A ideia de que a água potável é um recurso finito continua forte. Seja ao coletar a água da chuva, reduzir a vazão de torneiras e descargas ou ao instalar um telhado verde, as novas construções terão de remediar esta questão.
O processo de conscientização chegou até o renomado designer Philippe Starck, que fez uma parceria com a maior empresa de módulos pré-fabricados da Europa para criar uma série de casas que diferem em tamanho, número de ambientes, andares e layouts, unificadas por conceitos ecológicos.
Todas as casas da série foram concebidas para integrar tecnologias sustentáveis inteligentes, incluindo células fotovoltaicas, painéis solares, turbinas eólicas e coletores de água da chuva.
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 Construções autossustentáveis e até mesmo projetos que produzam mais energia do que consomem já são uma realidade.
Um exemplo da tendência é a Fab Lab House, um protótipo de moradia de madeira que se comporta como um organismo. Aqui, a eficiência não é só energética, mas sim de produção de sustento completo para os moradores, ao fornecer uma estrutura de plantio e fabricação de utensílios.
Uma competição internacional entre universidades do mundo todo foi o cenário de exibição da casa Fab Lab, gerada em prol de avanços de conhecimento em residências industriais e sustentáveis, com destaque para a eficiência e autossuficiência, não somente energética, mas que produz o sustento como um todo, produzindo ativamente ao invés de consumir passivamente.
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