POLPA MOLDADA

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segunda-feira, 16 de junho de 2014


Produtos sustentáveis valem mais, diz estudo.





SÃO PAULO - O Greenxchange franqueia Know-how em sustentabilidade.
Estive no Fórum Econômico Mundial, em janeiro. Essa reunião anual pode ser um catalisador para grandes ideias. Um exemplo é o GreenXchange, concebido pela Nike. Trata-se de um mercado baseado na web, no qual as empresas podem compartilhar propriedade intelectual capaz de levar a novos modelos de negócio em sustentabilidade e inovação. Dez companhias já aderiram. Quanto mais adesões houver, mais rápido todos nós faremos progressos.
No livro Wikinomics, eu e meu parceiro e coautor Anthony Williams argumentamos que vivemos num mundo onde novas abordagens na área de colaboração propiciam novos modelos de negócio capazes de criar mais valor para os consumidores. Dizemos que as empresas precisam de um portfólio de propriedade intelectual — parte própria, parte licenciada e parte compartilhada. O GreenXchange (GX), proposto pela Nike, trata de conseguir isso.
A Nike começou o anúncio da iniciativa com um vídeo interessante, mostrando que a sustentabilidade não é uma obrigação, mas uma oportunidade. O objetivo é criar uma comunidade de inovação. Ninguém está “dando” sua propriedade intelectual; a troca (exchange) inclui um contrato de licenciamento. “A Nike hoje está comprometida em colocar mais de 400 de suas patentes no GX, demonstrando nossa crença em que a melhor forma de estimular a inovação sustentável é a inovação aberta”, disse Mark Parker, presidente e CEO da Nike. Um exemplo: possíveis benefícios para toda a indústria podem vir de uma iniciativa da Nike chamada Environmentally Preferred Rubber. Usada em tênis, essa borracha “ambientalmente preferível” contém 96% menos toxinas que a fórmula original. Licenciada no GX, essa tecnologia pode ser usada por outros produtores de calçados e também por fabricantes de bicicletas. Assim, essas empresas poderiam levar ao mercado produtos mais verdes, de maneira mais rápida e barata do que fariam cada uma por si.
Parker explicou que, num primeiro momento, os advogados da Nike se opuseram ao Xchange. Eles achavam que a propriedade intelectual deve sempre ser guardada sob sete chaves. Mas afinal perceberam o valor da Xchange, não somente para o ambiente, mas também para trazer vantagem competitiva para a empresa. Quando as patentes da Nike são compartilhadas, qualquer aperfeiçoamento adicionado a elas também estará disponível para a Nike. “Há muita duplicação de esforços e desperdício de recursos quando se trata de sustentabilidade”, diz John Wilbanks, vice-presidente da Creative Commons. “É preciso tornar as coisas mais fáceis para que indivíduos, empresas, universidades e pesquisadores possam colaborar e compartilhar as melhores práticas.”
A ideia de um licenciamento commons surgiu em outra sessão. Atualmente, o planeta tem tantas licenças desse tipo como o oceano, o ar e o espaço. Boa parte da web é compartilhada. É hora de adicionar nova área: o know-how relativo à sustentabilidade.

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