POLPA MOLDADA

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Lixo posto, Planeta morto


De quem é a culpa?



Segundo a organização “Cure o Mundo”, as pessoas parecem não se incomodar em despejar lixo nos oceanos. Alguns acreditam que a água do mar é um poderoso solvente e que por isso dissolve mais rápido toneladas de entulho, alem disso os turistas deixam rastros de sua visita; sacolas, restos de alimento, embalagens de bronzeador, pipas e etc.. Por conta disso nossos animais marinhos consomem pequenos pedaços de resíduos, comprometendo a fauna e flora marinha , já que os resíduos estão cheio de venenos. Devemos ter cuidado com os peixes que consumimos!
Os lixos eliminados de forma errada bem como materiais armazenados ou transportados inadequadamente se transformam em lixo marinho, ainda que longe do mar. Isso acontece pela ação das enxurradas (água da chuva que corre ao longo das ruas e terrenos) ou mesmo pela ação dos ventos. E como o rio sempre deságua no mar, o lixo vai direto para os oceanos.
Além do lixo, os mares e oceanos sofrem com outro tipo de poluição; todos os anos , 600 mil toneladas de petróleo são derramados por descargas ilegais ou mesmo por acidentes. Os efeitos são altamente destruidores, comprometem a fauna (peixes, aves marinhas, crustáceos, moluscos e etc.), afetando também a difusão do oxigênio do ar para o mar.
Um artigo divulgado pelo site da Usp (www.ib.usp.br) afirma que as áreas destinadas a lixões, sem tratamento, podem contaminar rios, lagos e lençóis freáticos, pelo escoamento do chorume e outras substâncias tóxicas provenientes do lixo.
Lixo Social
Basicamente todas as cidades pobres do Brasil são construídas a partir assentamentos próximos a lixões, o que torna mais fácil a vida de pessoas que fazem do lixo sua fonte de renda.
Por outro lado, os catadores prestam serviços à população, coletando materiais e evitando o consumo de recursos naturais e matéria prima virgem, além da economia com coleta e disposição final. Com esse trabalho as companhias de limpeza urbana deixam de pagar inúmeros quilos de materiais, que seriam coletados e dispostos em aterro.
Estima-se que no Brasil a cada 100 pessoas uma é catadora de lixo. Em Brasília existem aproximadamente três mil catadores ligados a alguma cooperativa e 1600 deles tiveram o cadastro publicado no Diário Oficial da União. Eles coletam diariamente no Lixão (público) da Cidade Estrutural. O aterro recebe, por dia, duas mil toneladas de resíduos, entre, seco e orgânico.
Segundo o diretor do Sistema de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU), João Alves da Silva não existe mais espaço para alocar o lixo da cidade: “o aterro fica próximo às chácaras da Vicente Pires, por onde passa um córrego e várias nascentes. Todo o espaço disponibilizado já foi utilizado e toda a área que sobra e fiscalizada pelo IBAMA. O local é coberto de urubus, garças, gaviões e ratos, entre outras espécies que convivem abertamente com os recicladores”.

Já quem participa de algumas cooperativas, não têm tantos problemas quanto os que coletam em lixões abertos. Mas são explorados por quem, percebe vantagens junto a políticas públicas de se regularizarem legalmente como cooperativas, embora sejam empresas privadas, disfarçadas de cooperativismo. Esse padrão, infelizmente, é freqüente.


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