POLPA MOLDADA

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segunda-feira, 5 de maio de 2014



Braskem planta o seu futuro


Braço petroquímico do grupo Odebrecht investe em projetos bilionários nos Estados Unidos, no México e no Brasil para surfar a onda do gás mais barato que está mudando a economia mundial



Visão de longo prazo: o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, no terraço da sede da empresa, em São Paulo, ainda aposta no plástico verde

Visão de longo prazo: o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, no terraço da sede da empresa, em São Paulo, ainda aposta no plástico verde. 



A visão de uma árvore gigante, provavelmente uma figueira, impressiona os visitantes e funcionários na entrada do quartel-general do Grupo Odebrecht nos arredores do bairro do Butantã, em São Paulo. Sobre a imagem, feita ali perto pelo fotógrafo Edu Simões num bosque da cidade universitária da USP, paira o significado da palavra ybytatá, que batizou o local e se transformou em Butantã ao longo dos séculos. Em tupi, a expressão indígena quer dizer terra dura e socada. A mensagem faz sentido com o passado da família Odebrecht. E, também, com seu futuro. Originalmente, o grupo fundado pelo engenheiro pernambucano Norberto Odebrecht na Bahia desafiou a terra dura a partir da construção civil.
Mas foi além e fincou raízes em outros setores ligados ao desenvolvimento econômico, expandindo sua copa para 16 negócios que hoje faturam quase R$ 100 bilhões por ano, da infraestrutura à petroquímica, no Brasil e no Exterior. Os quatro últimos andares do prédio no edifício no Butantã são ocupados pela controlada Braskem, a grande campeã do setor de química e petroquímica nas três últimas edições do anuário AS MELHORES DA DINHEIRO. Lá de cima, a visão do recente desenvolvimento da maior metrópole do País, às margens do rio Pinheiros, é arrebatadora, com toda a beleza e o caos da vida moderna.
Prédios arrojados, aviões que cruzam os ares, carros parados no trânsito, helicópteros que levam e trazem banqueiros e executivos, o vaivém da massa trabalhadora nos ônibus, nos trens e nas ruas. Nesse cenário, os empresários Emílio Odebrecht e Marcelo Odebrecht, filho e neto do fundador, comandam a expansão futura do grupo para outras paragens. Lá do alto, olham bem longe e veem a terra socada e dura dos Estados Unidos, do México e do Rio de Janeiro, ávida por desbravadores como eles. E não deixam o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, 43 anos, baiano de Salvador, descansar à sombra. Nem por um minutinho.

Fadigas e sua equipe têm diante de si três projetos grandiosos destinados a garantir à Braskem o acesso a novas e abundantes fontes de gás, uma matéria-prima mais barata que a nafta, derivado de petróleo usado pela empresa na produção de resinas para a fabricação de plástico. Trata-se das três novas operações à base de gás, concebidas para que a companhia possa surfar como ninguém as novas ondas sísmicas que vêm das profundezas da terra e prometem abalar o panorama competitivo da indústria global, cada qual a seu tempo: a exploração do shale gas, nos Estados Unidos, e a do gás do pré-sal, no Brasil. Cada uma dessas ondas pode produzir uma riqueza estimada em US$ 3 trilhões, sendo que os americanos saíram na frente e estão bem mais adiantados na exploração do novo gás e na infraestrutura do que os brasileiros.





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