POLPA MOLDADA

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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Uma Energia “Verde” ?

Todos nós já ouvimos falar ou lemos algo acerca dos múltiplos benefícios do E-Cat. Aliás, o pai do E-Cat, o cientista Andrea Rossi não tem poupado elogios à tecnologia em questão, tomando a dianteira em divulgá-la o mais possível. A pergunta que se coloca agora é até que ponto o E-Cat só tem aspetos positivos? Em especial, será o E-Cat uma tecnologia totalmente “verde”?
Como é normal, as opiniões divergem, pese embora uma tendência predominantemente otimista. Rossi insiste em garantir que o E-Cat não produz emissões prejudiciais de qualquer espécie, nomeadamente dióxido de carbono ou fumos. Não utiliza quaisquer produtos tóxicos, nem tampouco produz lixo tóxico. Portanto, para além de produzir uma energia barata, os defensores desta tecnologia garantem ainda a sua fiabilidade ecológica.
Ora, estas são excelentes notícias para os ambientalistas e todos aqueles que se preocupam com os problemas ambientais, tais como o aquecimento global, o efeito de estufa, a chuva ácida ou as alterações climáticas, todos estes resultantes da crescente poluição do planeta Terra.
Até agora as energias ecológicas mais reconhecidas têm sido a energia solar e a eólica. Contudo, e infelizmente, apesar dos esforços na difusão destas mesmas energias, as energias solar e eólica não têm sido capazes sequer de se equipararem às energias fósseis e nucleares, nem em custo, nem em eficiência. No caso da energia produzida através do método da fusão a frio, a situação poderá ser diferente. A provarem-se verdadeiras as alegações de Rossi e dos seus apoiantes, a energia produzida pelo E-Cat poderá muito bem rivalizar com as energias mais utilizadas atualmente e, quem sabe, até superar a utilização das mesmas.
Por outro lado, existem certamente muitos céticos que não pouparão críticas e que, sem dúvida, podem legitimamente lançar algumas objeções. Podem, por exemplo, alegar que uma fonte de energia inesgotável, limpa e a custos irrisórios irá contribuir para uma exploração sem precedentes dos recursos do planeta, causando uma catástrofe ainda maior.
Outra alegação possível é a de que a energia produzida pelo E-Cat acelerará a incursão em territórios ainda “virgens” levando à destruição de vários ecossistemas e de habitats até agora imaculados.
As respostas a estas incertezas dependerão em muito do que vier a acontecer nos próximos meses. Como reagirão as autoridades competentes? E os políticos? E que dizer dos atuais investidores nas fontes de energia tradicionais? Conseguirá Rossi provar claramente que a energia produzida pelo E-Cat é “verde”?
Independentemente dos nossos pontos de vista pessoais, a única possibilidade é esperarmos pelas evidências, as quais segundo Rossi, não tardarão a chegar!

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