POLPA MOLDADA

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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Lixo pode virar energia limpa e reduzir impacto ambiental


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O que jogamos fora hoje pode voltar para a nossa casa, conduzido por fios de eletricidade. No Brasil já existem alguns aterros com usinas que reaproveitam o lixo por meio da queima. Agora, os resíduos também poderão virar energia por meio de um reator de micro-ondas. E Matozinhos, no interior de Minas Gerais, será o primeiro no país a ter essa tecnologia.
Para começar, a usina de tratamento de resíduos, que está sendo construída junto com o aterro, terá capacidade de 1,5 MW/h, o suficiente para abastecer 3.000 residências.

A tecnologia foi desenvolvida pelo Brasileiro Luciano Prozillo, diretor da Micro Ambiental. ? O lixo passa por um reator de micro-ondas que retira sua umidade, aumentando seu poder combustível. Depois, ele é compactado e se transforma em briquetes(tijolinhos), que são queimados, liberando o vapor que vai mover turbinas e gerar energia, que poderá ser usada pela prefeitura ou comercializados no mercado livre?, explica.

O projeto de Matozinhos é feito em parceria com a Cavo Serviços & Meio Ambiente. De acordo, com o diretor comercial da empresa, João Carlos, o aterro deve ficar pronto em agosto e a usina em outubro ou novembro deste ano. ?Nós fazemos a instalação dos equipamentos, quando tudo estiver pronto, a Prefeitura de Matozinhos vai ter que realizar uma licitação para definir quem vai operar a usina.?

Ganhos

A prefeitura pode fazer essa licitação ou vender briquetes diretamente para potenciais consumidores, como cimenteiras. A procuradora geral do município, Maria Sílvia, explica que ainda isso não esta definido. Entretanto, qualquer uma das opções trará impactos ambientais e econômicos muito positivos. ?Com a comercialização de energia, teremos aumento da arrecadação de impostos sobre serviços, além disso, como a tecnologia vai reduzir a emissão de poluentes, vamos nos credenciar a receber ICMS ecológico? avalia.

O projeto recebeu investimentos de R$ 10 milhões. Os recursos vieram do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (FHIDRO), pois, com a implantação da usina de tratamento de lixo, os afluentes do rio das Velhas estarão protegidos da contaminação por chorume ? líquido tóxico gerado na decomposição do lixo. 

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