POLPA MOLDADA

POLPA MOLDADA
Polpa Moldada

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Cientistas modificam bactéria para produzir biodiesel mais eficiente










Combustível poderia ser usado sem mistura nos motores tradicionais.
Desafio dos cientistas é produzir em escala industrial.



Biodiesel de 'Escherichia coli' foi produzido em laboratório; aumentar a produção é um desafio (Foto: Marian Littlejohn/Divulgação)

Cientistas alteraram amostras de Escherichia coli, tipo de bactéria da qual há cepas que comumente se encontram no intestino, para produzir um tipo de biodiesel mais eficaz do que os que existem hoje no mercado. O trabalho foi feito por cientistas britânicos e publicada nesta segunda-feira (22) pela “PNAS”, a revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA.
Escherichia coli tem a propriedade natural de transformar açúcares em um óleo que compõe sua membrana. No corpo humano, essa característica faz com que ela se integre ao muco do intestino grosso e seja uma bactéria importante da flora intestinal – salvo alguns casos em que variações dela provocam diarreia.
A equipe de cientistas liderada por John Love, da Universidade de Exeter, criou uma maneira de fazer com que as propriedades da bactéria servissem na produção do diesel. Para isso, pegaram genes de outras bactérias e reuniram na Escherichia coli, alterando algumas de suas características.
Em seguida, combinaram as substâncias que serviram como ingredientes para que as bactérias produzissem o diesel. Elas consomem o alimento preparado pelos cientistas e o resultado do processo é um óleo diesel considerado ideal pelos cientistas.
O novo biodiesel é melhor do que as alternativas já disponíveis no mercado porque tem uma estrutura química muito parecida com a do que é feito de petróleo. Assim, não precisaria ser misturado ao diesel tradicional – como ocorre com alguns tipos de biodiesel – e funcionaria com os motores já existentes, sem nenhum tipo de adaptação.
Os autores ressaltaram que, no momento, o principal desafio para a aplicação da tecnologia é a capacidade de produzir em escala comercial. Nos próximos estudos, eles devem aperfeiçoar a técnica, de forma a aumentar a produtividade de uma maneira que seja financeiramente viável.

Iniciativas Sustentáveis: Metagreen – Empresa transforma tubos de creme dental em coletores e lixeiras muito resistentes







Mais de 30 toneladas de tubos de creme dental, que levariam quase 500 anos para se decompor, dão lugar a coletores de reciclagem resistentes a chuva e sol.



Tubos de creme dental vira matéria-prima de vários produtos
Tubos de creme dental, que na maioria das vezes são descartados pela população, é a matéria-prima dos principais produtos fabricados por uma empresa de Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista.
A Metagreen fabrica lixeiras, caixas para armazenamento de lâmpadas fluorescentes queimadas, coletores de pilhas e baterias, coletores para lixo eletrônico de médio porte e coletores de óleo vegetal usado; tudo produzido a partir de tubos de creme dental.
“Já utilizamos e tiramos dos lixões quase 30 toneladas de tubos por ano que, se descartados de forma incorreta, levariam de 100 a 500 anos para se decompor na natureza”, conta Sidnei Alves de Almeida, idealizador e diretor da empesa.
Almeida viu nesse resíduo uma oportunidade de negócio quando graduou-se na incubadora de empresas, um projeto da Fiesp e Sebrae. “Graças a composição de 75% plástico e 25% alumínio, pudemos produzir coletores resistentes ao sol e a chuva, já que essas substâncias são impermeáveis e não propagam chamas”, explica Sidnei.
Na visão da empresa, a sustentabilidade é um caminho sem volta e toda a sociedade, as empresas e o governo terão um grande desafio pela frente para desenvolver um mundo melhor e deixar um legado para as futuras gerações.
Para 2014, a Metagreen pretende dobrar para 60 toneladas de tubos reciclados e continuar contribuindo mais e mais com a reciclagem desses materiais.
Você também pode colaborar com esse trabalho e enviar seus tubos de creme dental para a  Metagreen ou a postos de coleta; vale lembrar que quanto mais limpo ele estiver, menos substâncias químicas nocivas ele enviará à natureza.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

PUMA Safe e sua nova embalagem | Soluções simples e sustentáveis para o mercado mundial








Depois de mais de 10 anos do lançamento do PUMA Safe – plano de normas sociais e ambientais da empresa – a PUMA apresentou uma revolução, não apenas para a marca, mas para todo o mercado de embalagens.
Isso porque a empresa alemã aliou design e criatividade para desenvolver um interessante projeto de sustentabilidade focado no mercado de varejo.
Segundo a própria empresa o novo projeto contou com mais de 2000 idéias e 40 protótipos até chegar ao resultado final, que reduzirá o consumo de 8500 toneladas de papel, 20 milhões de megajoules de eletricidade, um milhão de litros de água e 10 mil toneladas de CO2, ou seja, uma mudança significativa na indústria.
A nova embalagem não é apenas uma simples mudança. A PUMA tem buscado os E-KPIs (Key Performance Indicators Ambiental) de todos seus escritórios e, com o projeto PUMA Safe, aplicará ousadas metas a longo prazo para serem alcançados até 2015. Entre elas:
• Redução de 25% das emissões de CO2, energia, água e resíduos em escritórios PUMA, lojas, armazéns e fábricas fornecedoras diretas;
• Redução de 75% dos papéis usados nos escritórios e compensando os outros 25% restantes com iniciativas de plantio de árvores;
• 25% de redução de CO2 através de soluções de transporte mais eficiente do produto pelo parceiros logísticos;
A empresa ainda apresentará o Índice de Sustentabilidade PUMA (S-Index), que serve como padrão de referência para produtos sustentáveis e comunica aos consumidores as características dos produtos sustentáveis.
Com isso a empresa espera que 50% das coleções internacionais PUMA sejam fabricadas de acordo com o padrão S-Index PUMA até 2015, utilizando materiais sustentáveis, como o algodão orgânico, feitas de algodão na África ou de poliéster reciclado. Palmas para a PUMA e para os designers envolvidos!

Galeria de imagens

Humanos competirão com robôs no mercado de trabalho em 2040, afirma estudo






Homens terão implantes biônicos para serem mais produtivos que máquinas, dizem cientistas


Em aproximadamente 30 anos, a carga horária de trabalho aumentará para até 52 horas por semana
Em 2040, os táxis serão conduzidos por robôs do Google, todas as lojas físicas migrarão para o ambiente on-line, e todas as vezes que você ligar para um call-center, quem atenderá você serão androides inteligentes.
Esse é o cenário retratado em uma pesquisa recente que sugere que robôs poderiam “governar” as nossas vidas e trabalhos em menos de 30 anos. As informações são do site britânico Daily Mail.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

As empresas premiadas pelo Guia EXAME Sustentabilidade 2014







Exemplos que inspiram



Mãos segurando o planeta

São Paulo - A edição 2014 do Guia EXAME de Sustentabilidade, o maior levantamento de sustentabilidade corporativa do país, reúne exemplos inspiradores. Neste ano, 61 empresas-modelo são apresentadas por 19 setores, com destaque especial para as companhias com as melhores práticas em cada um deles.
Além disso, a revista EXAME também destaca as companhias com as melhores práticas em 10 categorias da sustentabilidade. São elas: Governança de Sustentabilidade; Direitos Humanos; Mudanças Climáticas; Relação com a Comunidade; Relação com Clientes; Gestão de Fornecedores; Gestão de Água; Gestão de Biodiversidade; Gestão de Resíduo; e Ética e Transparência.
Terminal com grãos de soja, da Bunge
Trabalhador arruma produtos da Danone na prateleira de um supermercado
Linha de produção da BRF
Fábrica da Brasil Kirin em Cachoeiras de Macacu
Tópicos: EmpresasAESEnergia elétricaEmpresas americanasServiçosEmpresas abertasAlgarAmbev,BebidasBebidas e fumoEmpresas belgasArcelormittal,SiderurgiaSiderurgia e metalurgiaAvonBRFSadia,AlimentaçãoAlimentos processadosCarnes e derivados,Empresas brasileirasBungeEmpresas holandesas,Camargo CorrêaConstrução civil e intermediaçãoCCR,Setor de transporteCoca-ColaRefrigerantesDanone,Empresas francesasEvenFibriaPapel e celulosePapel e madeiraGovernançaGestãoItaúBancosItaú Unibanco,ItaúsaKirinEmpresas japonesasL'oréalEmpresas chilenasMeio ambientePhilipsIndústria de eletrodomésticosIndústria eletroeletrônicaEmpresas de tecnologiaPromonRevista EXAMESabin,SustentabilidadeTetra PakUnileverMontadorasVolvo
Fábrica da Unilever em Minas Gerais
Masisa foca na redução de insumos durante a produção
ArcelorMittal
Fábrica da Coca-Cola na França

Empregos de Futuro – Tendências do mercado de trabalho que você deve investir




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Um dos principais medos do homem moderno é ficar desempregado e, assim, torna-se um dos maiores temores da nossa sociedade.
Você já esta planejando sua vida profissional para as necessidades dos próximos anos?
Esqueça a palavra “executivo”, ela ficou ultrapassada nos anos 80!
Deixe-se levar pela integração da sociedade, trabalhos em equipe e habilidades em tecnologia. Estas palavras descrevem um pouco da demanda no mercado de trabalho que estará em voga um futuro muito próximo.
Empresários americanos já consideram ultrapassadas as conversas e o medo de que as máquinas irão ocupar todas as vagas de emprego.
Pesquisa realiza com 18 empresas estrangeiras de recursos humanos fizeram previsões sobre o futuro do trabalho e identificaram as áreas TOP para ter um futuro promissor, entre elas a contratação de responsáveis sobre os cuidados com pessoas idosas… já que a expectativa de vida esta aumentando.
Os profissionais do futuro são aqueles que realizam investimentos estratégicos na carreira e reconhecem as áreas que precisam de melhorias, um dos exemplos são os cuidados na área de saúde, a necessidade de reforma no atendimento médico, em investimento em empresas de diagnósticos mais ágeis e com maior eficiência. Já esta comprovado que os hospitais precisam alterar a forma de atendimento e gestão de negócios internos, criando novas parcerias e alianças.
O aumento do cruzamento de informações é tendência, então invista em estudos em hardware, software e no mercado mobile.
Curiosidade: Estudo feito pelo Ipsos Media CT e apoiado pelo Google mostra que 14% da população brasileira possuem um smartphone. Isso é bem menos que na Alemanha (29%) e na França (38%). Nos EUA, a penetração do smartphone é de 44%.
Para os mais tradicionais, invistam em economia, será um serviço sempre muito bem procurado.
O tema que pode render muitas vagas e hoje é considerada complexa é a área de biotecnologia, farmacêutica e funções ligadas em dispositivos para diagnóstico rápidos.
Já pensou em estudar direito?
Então abra a oportunidade para o “direito internacional”. Grandes empresas estão invadindo países em desenvolvimento e cada local existe uma regulação diferenciada, as leis são complexas, principalmente na área de Lei de Proteção ao Consumidor.
A revolução nos costumes trará menos tempo para frequentar bancos e ir à lojas, quem estiver plugado em métodos de pagamento de bens e serviços através do computador ou via celular tem sucesso garantido!
Ter um conhecimento extraordinário do comportamento do consumidor moderno é outra qualidade esperada no futuro … nesta área o céu é o limite!
Ainda na área de tecnologia, pense no marketing digital. A expansão aparentemente infinita de canais de mídia, as empresas abriram vagas para pessoas capacitadas na criação de programas de marketing estratégico que abrace múltiplas plataformas: mídias sociais para equipamentos móveis e para todo o mundo digital.
Pense grande e invista no cargo de chefe de atendimento via web com a responsabilidade pela presença global de uma empresa. Este profissional deverá possuir um cargo nobre nas grandes corporações, irá desenvolver estratégias de internet que conjuguem promoção interna e externa, criação de conteúdo, design e construção de parcerias online em nível mundial.
Já imaginou a quantidade de dados que teremos compartilhados no futuro?
Será necessário um profissional para análise de dados em grande quantidade e consiga decifrar e repassar informações importantes para outras áreas. Eles serão os “cientistas de dados”, com uma visão ampla, capaz de encontrar uma agulha no palheiro.
Para você que não quer perder tempo e precisa ganhar dinheiro imediatamente, a dica é entrar no mercado de “serviços nas nuvens”.
Quem já investiu na área está fazendo dinheiro com a prestação de serviços via web ao colocar informações em servidores remotos de dados.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Carro de madeira leva a indústria de volta ao futuro




Carro de madeira da UPM
Carro de madeira da UPM: o carro é construído com celulose e madeira compensada, além de rodar com combustível de cascas de árvore, troncos e galhos


Helsinque - Os surfistas estão contentes. Carros de madeira como o Ford do hit Surf City, dos anos 1960, podem estar voltando, mas de uma forma diferente.
Chrysler Town & Country 1941

Em uma aposta para ressuscitar os carros de madeira, a fabricante finlandesa de papel UPM-Kymmene Oyj mostrará um protótipo apto para as ruas no salão de automóveis de Genebra, em março.
O carro amigo do meio ambiente é construído sobre uma base que usa polpa de celulose e madeira compensada e até roda com combustível feito a partir de cascas de árvore, troncos e galhos.
É mais do que simplesmente um golpe de marketing. A empresa com sede em Helsinque desenvolveu uma tecnologia que transforma a madeira em uma possível opção para a indústria automobilística.
O carro conceito Biofore, da UPM, que usa produtos disponíveis no mercado, é desenhado para atender os padrões europeus para batidas e segurança contra incêndio e oferece todos os confortos de um carro convencional.
“O mundo do desenvolvimento sustentável não é algo que é escolhido; ele vem”, disse Juuso Konttinen, vice-presidente da UPM para Novos Negócios, em entrevista em um armazém em Helsinque, onde o carro é mantido em segredo por enquanto.
Todo grande salão automobilístico apresenta carros conceitos supermodernos que nunca chegam a ser produzidos. Esse veículo, contudo, é o símbolo de um esforço global de grande escala para substituir componentes de aço pesado e tornar os automóveis um fardo a menos para o ambiente.
As reguladoras estão exigindo veículos mais eficientes e isso faz com que a redução do peso seja uma prioridade para as fabricantes de carros.
Caminhão da Ford
Com o modelo 2015, a picape F-150 da Ford Motor Co., o carro americano mais vendido durante 32 anos, se tornará o primeiro veículo de alta produção com carroceria de alumínio. Ela será 700 libras (317 quilos) mais leve, o que melhora a economia de combustível.
A Volkswagen AG também está usando mais alumínio e aço de alta durabilidade, enquanto a Bayerische Motoren Werke AG está optando por fibra de carbono para reduzir o peso.
Ambas as abordagens demandam muita energia e são mais caras que o aço.
E a madeira não está descartada: a Ford usará um composto plástico baseado em madeira para partes internas do utilitário esportivo Lincoln MKX 2014. Os componentes são criados em colaboração com a empresa florestal Weyerhauser Co. e a fabricante de autopeças Johnson Controls Inc.
De certa forma, este é um momento "De volta para o futuro" para as fabricantes de carros. Os primeiros automóveis do mundo, incluindo o Reitwagen, da Gottlieb Daimler, de 1885, que tinha duas rodas, foram em grande parte feitos de madeira.
Eram carruagens sem cavalos, no fim das contas, e algumas das primeiras empresas inovadoras do setor foram as fabricantes de carrocerias, como a Lohner-Werke, de Viena, que proporcionou a Ferdinand Porsche, uma lenda da fabricação de carros, seu início na indústria.
Tradição de madeira
“Era um verdadeiro ofício e a tradição artesanal de uso da madeira remonta ao período colonial”, disse John Heitmann, presidente da Sociedade dos Historiadores Automotivos e professor da Universidade de Dayton, em Ohio. “A indústria automobilística está no limiar de uma nova revolução completa. Então, por que não ter painéis feitos de madeira?”.
A UPM está em negociações com as fabricantes de carros para implementação de sua tecnologia para uso da madeira, que a designer de carros diz que pode reduzir o peso de um veículo em mais de 15 por cento.
A UPM diz que seus materiais, como a madeira compensada moldada com o calor e as fibras de celulose para reforçar o plástico, são competitivos com outros compostos como fibra de vidro. Os assentos serão estofados.
A Audi, a segunda maior marca de carros de luxo do mundo, não vê o potencial da madeira para uso em componentes estruturais porque “não oferece a segurança e a estabilidade necessárias”, disse Josef Schlossmacher, porta-voz da unidade da Volkswagen.
A UPM e seus parceiros, incluindo a Universidade Metropolia de Ciências Aplicadas, da Finlândia, estão apostando que seu protótipo pode mudar essa percepção.
O primeiro test drive do veículo com base de madeira foi conduzido sob a chuva, em agosto, para dissipar preocupações sobre a capacidade do carro de lidar com a água. Cerca de 50 técnicos trabalharam um total de 30.000 horas no carro.
O atrativo ambiental está “escondido”, disse Konttinen, da UPM. “O carro é ecologicamente eficiente e ainda assim é pelo menos tão bom quanto os que não são”.
Oscar Nissinen, engenheiro do projeto, faz ajustes na estrutura do protótipo

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Grafeno: Dobrável e forte, o material do 

futuro !




Uso na indústria eletrônica tem amplo potencial e inclui aparelhos flexíveis, computadores quânticos e dispositivos vestíveis.


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Trata-se de uma forma de carbono, um condutor de eletricidade e calor melhor do que qualquer outro. E não é apenas o material mais duro do mundo, como também um dos mais flexíveis.
O grafeno poderá revolucionar a indústria eletrônica com a produção de aparelhos flexíveis, computadores quânticos superpoderosos, roupas eletrônicas e computadores capazes de fazer interface com as células do nosso corpo.
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A Sociedade Americana de Química anunciou em 2012 que o grafeno é 200 vezes mais resistente do que o aço, e tão fino que uma única onça do material (cerca de 28 g) pode cobrir 28 campos de futebol. Cientistas chineses criaram um aerogel de grafeno, um material ultraleve derivado de um gel, que pesa sete vezes menos que o ar. Uma polegada cúbica do material poderia equilibrar-se sobre uma folha de erva.

“O grafeno é um dos poucos materiais transparentes do mundo, condutor de eletricidade e calor e flexível – tudo ao mesmo tempo”, diz Aravind Vijayaraghavan, professor da Universidade de Manchester. “É extremamente raro encontrar todas estas propriedades juntas num único material.”
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O que é possível fazer com o grafeno?

Físicos e pesquisadores acreditam que, em breve, poderemos fabricar produtos eletrônicos mais finos, mais velozes e mais baratos do que qualquer outra coisa feita de silício, com a opção de poderem ser transparentes e flexíveis.
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Baterias de grande duração que podem ficar submersas na água são outra possibilidade.
Em 2011, pesquisadores da Northwestern University construíram uma bateria que incorporava grafeno e silício, o que, segundo a universidade, poderia permitir a produção de um telefone celular que “permaneça carregado por mais de uma semana e possa ser recarregado em apenas 15 minutos”.
Em 2012, a Sociedade Americana de Química informou que os avanços no campo do grafeno poderiam resultar em tecnologias de tela de toque que “permitiriam fabricar telefones celulares finos como uma folha de papel e dobráveis o suficiente para ser enfiados no bolso”.
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Vijayaraghavan está construindo uma série de sensores de grafeno – inclusive sensores de gás, biossensores e sensores de luz – muito menores do que os atuais.
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia Avançada da Samsung, que trabalham para a Universidade Sungkyunkwan, na Coreia do Sul, anunciaram que a Samsung descobriu como produzir grafeno de alta qualidade a partir de pastilhas de silício que poderia ser usado na produção de transistores de grafeno. A Samsung afirmou num comunicado que estes avanços significam que ela poderá começar a produzir “telas flexíveis, vestíveis e outros aparelhos eletrônicos da próxima geração”.
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Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, fabricaram alto-falantes de grafeno capazes de produzir um som de qualidade igual ou melhor à dos fones de ouvido comerciais Sennheiser. E bem menores.
Outro aspecto fascinante do grafeno é sua capacidade de ficar imerso em líquidos sem se oxidar, ao contrário de outros materiais condutores.
Segundo Vijayaraghavan, a pesquisa do grafeno conduz a experiências em que a eletrônica se integra a sistemas biológicos. Em outras palavras, poderão ser feitos implantes de grafeno no corpo humano capazes de ler nosso sistema nervoso ou conversar com nossas células.
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A Samsung não é a única companhia que trabalha no desenvolvimento do grafeno. Pesquisadores da IBM, Nokia e SanDisk realizam experiências com o material para criar sensores, transistores e memória de armazenamento. É provável que, quando estes produtos eletrônicos chegarem às prateleiras das lojas, sejam completamente diferentes de tudo o que vimos até agora.
Custo baixo
O fator mais importante é que o grafeno é extremamente barato.
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